Sou uma pessoa como outra qualquer com muitos defeitos e muitas qualidades.Sou amiga de quem me quer bem mas tb inimiga de quem me quer mal.Sou mt inconstante o que por vezes faz com que eu não saiba o que quero para mim.Adoro os meus sobrinhos são o bem mais precioso que tenho.No fundo o que eu mais quero é ser Feliz.
Interests
adorava viajar mais vezes,gosto de estar sentada a beira mar a ver o por do sol.
Favorite Music
tenho muitas ,adoro ouvir musica.
Favorite Movies
muito dificil,adoro cinema,principalmente filmes de terror
Favorite TV Shows
Csi,donas de casa desesperadas,mentes criminosas,sem rasto,sobrenatural,oprah...prison break ,o.t na terra dos ricos entre outros
Favorite Quote
simplesmente SER FELIZ não faças aos outros aquilo q não gostas q te façam a ti
Às vezes, parece que o destino nos prega uma peça, quando temos a certeza que encontramos o nosso grande amor, a nossa alma gêmea e por algum motivo ela desaparece da nossa vida como num piscar de olhos e é a partir desse momento que o nosso mundo desaba, a vida parece não ter mais sentido, perdemos a magia de amar alguém, mas depois de um certo tempo onde tudo parece tão claro e aceitável, os nossos caminhos se cruzam de novo e muitas vezes nos sentimos perseguidos, não adianta se esconder, o reencontro sempre acontece, o destino nos une novamente, como num ciclo sem fim.
A brisa vaga no prado, Perfume nem voz não tem; Quem canta é o ramo agitado, O aroma é da flor que vem. A mim, torne me essas flores Que uma a uma vi murchar Restituam-me os verdores Aos ramos que eu vi secar... E em torrentes de harmonia Minha alma se exalará, Esta alma que muda e fria Nem sabe se existe já.
Acaba ali a terra Nos derradeiros rochedos, A deserta árida serra Por entre os negros penedos Só deixa viver mesquinho Triste pinheiro maninho. E os ventos despregados Sopram rijos na rama, E os céus turvos, anuviados, Tudo ali era braveza De selvagem natureza.
Aí, na quebra do monte, Entre uns juncos mal medrados, Seco o rio, seca a fonte, Ervas e matos queimados, Aí nessa bruta serra, Aí foi um céu na terra.
Ali sós no mundo, sós, Santo Deus! Como vivemos! Como éramos tudo nós E de nada mais soubemos! Como nos folgava a vida De tudo o mais esquecida!
Que longos beijos sem fim, Que falar dos olhos mudo! Como ela vivia em mim. Como eu tinha nela tudo, Minha alma em sua razão, Meu sangue em seu coração!
Os anjos aqueles dias Contaram na eternidade: Que essas horas fugidias. Séculos na intensidade, Por milénios marca Deus Quando as dá aos que são seus.
Ai! sim foi a tragos largos, Longos, fundos, que a bebi Do prazer a taça: – amargos Depois... depois os senti Os travos que ela deixou... Mas como eu ninguém gozou.
Ninguém: que é preciso amar Como eu amei – ser amado Como eu fui; dar, e tomar Do outro ser a quem se há dado, Toda a razão, toda a vida Que em nós se anula perdida.
Ai, ai! que pesados anos Tardios depois vieram! Oh, que fatais desenganos, Ramo a ramo a desfizeram A minha choça na serra, Lá onde se acaba a terra!
Se o visse... não quero vê-lo Aquele sítio encantado; Claro estou não conhecê-lo, Tão outro estará mudado. Mudado como eu, como ela, Que a vejo sem conhecê-la!
Inda ali acaba a terra, Mas já o céu não começa; Que aquela visão da serra Sumiu-se na treva espessa, E deixou nua a bruteza Dessa agreste natureza
Olhos do meu Amor! Infantes loiros Que trazem os meus presos, endoidados! Neles deixei, um dia, os meus tesoiros: Meus anéis, minhas rendas, meus brocados.
Neles ficaram meus palácios moiros, Meus carros de combate, destroçados, Os meus diamantes, todos os meus oiros Que trouxe d'Além-Mundos ignorados!
Olhos do meu Amor! Fontes... cisternas... Enigmáticas campas medievais... Jardins de Espanha... catedrais eternas...
Berço vindo do Céu à minha porta... Ó meu leito de núpcias irreais!... Meu sumptuoso túmulo de morta!...
Descalça vai para a fonte Lianor pela verdura; Vai fermosa, e não segura.
Leva na cabeça o pote, O testo nas mãos de prata, Cinta de fina escarlata, Sainho de chamelote; Traz a vasquinha de cote, Mais branca que a neve pura. Vai fermosa e não segura.
Descobre a touca a garganta, Cabelos de ouro entrançado Fita de cor de encarnado, Tão linda que o mundo espanta. Chove nela graça tanta, Que dá graça à fermosura. Vai fermosa e não segura.
Os belos traços o inchado beiço a narina fina O torneado corpo e sua Beleza tão carnal de magnólia e fruto Em tão longínqua latitude representam O príncipe da perfeição e da renúncia
Antes do museu Em sua frente Oscilavam sombras e luzes enquanto deslizava O rio das preces
Já gastámos as palavras pela rua, meu amor, e o que nos ficou não chega para afastar o frio de quatro paredes. Gastámos tudo menos o silêncio. Gastámos os olhos com o sal das lágrimas, gastámos as mãos à força de as apertarmos, gastámos o relógio e as pedras das esquinas em esperas inúteis.
Meto as mãos nas algibeiras e não encontro nada. Antigamente tínhamos tanto para dar um ao outro; era como se todas as coisas fossem minhas: quanto mais te dava mais tinha para te dar. Às vezes tu dizias: os teus olhos são peixes verdes. E eu acreditava. Acreditava, porque ao teu lado todas as coisas eram possíveis.
Mas isso era no tempo dos segredos, era no tempo em que o teu corpo era um aquário, era no tempo em que os meus olhos eram realmente peixes verdes. Hoje são apenas os meus olhos. É pouco mas é verdade, uns olhos como todos os outros.
Já gastámos as palavras. Quando agora digo: meu amor, já não se passa absolutamente nada. E no entanto, antes das palavras gastas, tenho a certeza de que todas as coisas estremeciam só de murmurar o teu nome no silêncio do meu coração.
Não temos já nada para dar. Dentro de ti não há nada que me peça água. O passado é inútil como um trapo. E já te disse: as palavras estão gastas.
As palavras que te envio são interditas até, meu amor, pelo halo das searas; se alguma regressasse, nem já reconhecia o teu nome nas suas curvas claras.
Dói-me esta água, este ar que se respira, dói-me esta solidão de pedra escura, estas mãos nocturnas onde aperto os meus dias quebrados na cintura.
E a noite cresce apaixonadamente. Nas suas margens nuas, desoladas, cada homem tem apenas para dar um horizonte de cidades bombardeadas.
Mãe: Que desgraça na vida aconteceu, Que ficaste insensível e gelada? Que todo o teu perfil se endureceu Numa linha severa e desenhada?
Como as estátuas, que são gente nossa Cansada de palavras e ternura, Assim tu me pareces no teu leito. Presença cinzelada em pedra dura, que não tem coração dentro do peito.
Chamo aos gritos por ti - não me respondes. Beijo-te as mãos e o rosto - sinto frio. Ou és outra, ou me enganas, ou te escondes Por detrás do terror deste vazio.
Mãe: Abre os olhos ao menos, diz que sim! Diz que me vês ainda, que me queres. Que és a eterna mulher entre as mulheres. Que nem a morte te afastou de mim!
Há muito tempo já que não escrevo um poema De amor. E é o que eu sei fazer com mais delicadeza! A nossa natureza Lusitana Tem essa humana Graça Feiticeira De tornar de cristal A mais sentimental E baça Bebedeira.
Mas ou seja que vou envelhecendo E ninguém me deseje apaixonado, Ou que a antiga paixão Me mantenha calado O coração Num íntimo pudor, --- Há muito tempo já que não escrevo um poema De amor
O que é bonito neste mundo, e anima, É ver que na vindima De cada sonho Fica a cepa a sonhar outra aventura... E que a doçura Que se não prova Se transfigura Numa doçura Muito mais pura E muito mais nova...
Em todas as ruas te encontro Em todas as ruas te perco conheço tão bem o teu corpo sonhei tanto a tua figura que é de olhos fechados que eu ando a limitar a tua altura e bebo a água e sorvo o ar que te atravessou a cintura tanto, tão perto, tão real que o meu corpo se transfigura e toca o seu próprio elemento num corpo que já não é seu num rio que desapareceu onde um braço teu me procura
Em todas as ruas te encontro Em todas as ruas te perco
Eu que sou feio, sólido, leal, A ti, que és bela, frágil, assustada, Quero estimar-te, sempre, recatada Numa existência honesta, de cristal.
Sentado à mesa de um café devasso, Ao avistar-te, há pouco fraca e loura, Nesta babel tão velha e corruptora, Tive tenções de oferecer-te o braço.
E, quando socorrestes um miserável, Eu, que bebia cálices de absinto, Mandei ir a garrafa, porque sinto Que me tornas prestante, bom, sudável.
«Ela aí vem!» disse eu para os demais; E pus me a olhar, vexado e suspirando, O teu corpo que pulsa, alegre e brando, Na frescura dos linhos matinais.
Via-te pela porta envidraçada; E invejava, - talvez que não o suspeites! - Esse vestido simples, sem enfeites, Nessa cintura tenra, imaculada. ... Soberbo dia! Impunha-me respeito A limpidez do teu semblante grego; E uma família, um ninho de sossego, Desejava beijar o teu peito.
Com elegância e sem ostentação, Atravessavas branca, esbelta e fina, Uma chusma de padres de batina, E de altos funcionários da nação.
«Mas se a atropela o povo turbulento! Se fosse, por acaso, ali pisada!» De repente, parastes embaraçada Ao pé de um numeroso ajuntamento,
E eu, que urdia estes frágeis esbocetos, Julguei ver, com a vista de poeta, Um pombinha tímida e quieta Num bando ameaçador de corvos pretos.
E foi, então que eu, homem varonil, Quis dedicar-te a minha pobre vida, A ti, que és ténue, dócil, recolhida, Eu, que sou hábil, prático, viril.
Quem disse à estrela o caminho Que ela há-de seguir no céu? A fabricar o seu ninho Como é que a ave aprendeu? Quem diz à planta ---
<> --- E ao mudo verme que tece Sua mortalha de seda Os fios quem lhos enreda?
Ensinou alguém à abelha Que no prado anda a zumbir Se à flor branca ou à vermelha O seu mel há-de ir pedir?
Que eras tu meu ser, querida, Teus olhos a minha vida, Teu amor todo o meu bem... Ai! não mo disse ninguém. Como a abelha corre ao prado, Como no céu gira a estrela, Como a todo o ente o seu fado Por instinto se revela, Eu no teu seio divino Vim cumprir o meu destino... Vim, que em ti só sei viver, Só por ti posso morrer.