(...) puxei a cadeira, pousei o saco e sentei-me, penso que até me encostei á vidraça. Ainda hoje me pergunto porquê. Ali permaneci, imóvel, durante pelo menos uma hora. Pensei, pensei e voltei a pensar, olhei á minha volta, do outro e ainda do outro lado. Não vi nada, os olhos começaram a ficar embaceados, até que as lágrimas cairam. A chavena do café molhou, para além de já estar suja, do próprio café. Nem mesmo o barulho das pessoas e das crianças a gritarem me faziam "acordar", não é que estivesse adormecida, para mim mesma não estava, mas para a vida .. para a vida confesso ter adormecido.
Foto & texto da minha autoria .