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ser livre...
A palavra amor (do latim amor) presta-se a múltiplos significados na língua portuguesa. Pode significar afeição, compaixão, misericórdia, ou ainda, inclinação, atração, apetite, paixão, querer bem, satisfação, conquista, desejo, libido, etc. O conceito mais popular de amor envolve, de modo geral, a formação de um vínculo emocional com alguém, ou com algum objeto que seja capaz de receber este comportamento amoroso e alimentar as estimulações sensoriais e psicológicas necessárias para a sua manutenção e motivação.
"(...)existem numerosas maneiras diferentes de falar e também numerosas formas de silêncio. Certos silêncios podem implicar em uma hostilidade virulenta; outros, por outro lado, são indicativos de uma amizade profunda, de uma admiração emocionada, de um amor"
"CUIDAR DE SI deve ser a tarefa de toda uma vida, o objetivo não é mais de preparar-se para a vida adulta ou para uma outra vida, mas de prepara-se para uma realização total: a vida"
"Não existe simplesmente uma mudança nas preocupações, mas nos discursos filosófico, teórico e crítico: com efeito, na maior parte das análises feitas, não se sugere às pessoas o que elas devem ser, o que elas devem fazer, o que elas devem crer e pensar. Faz-se aparecer, como até o presente, os mecanismos sociais que tem podido jogar como as formas de repressão e constrangimento tem atuado; e então, a partir disto, penso que se pode passar às pessoas a possibilidade de se determinar, de fazer, sabendo tudo isso, a escolha de sua existência"
"É verdade que não somos mais lidos. O primeiro livro que se escreve é lido, porque não se é conhecido, por que não se sabe quem somos e se lê na desordem e na confusão, o que para mim está muito bem. Não há razão para que se elabore não somente o livro, mas também a leitura do livro. A única lei é a de todas as leituras possíveis. Eu não vejo inconvenientes maiores se um livro, enquanto lido, é lido de diferentes maneiras. O que é grave, é que na medida em que são escritos os livros, não são mais lidos de todo e, de deformação em deformação, lendo uns sobre os ombros dos outros, se chega a dar ao livro uma imagem absolutamente grotesca"
..que o pensamento flutue e se transforme pelas diferentes realidades na construçao de um ser social, que é ao mesmo tempo, portador de um corpo individualizado... Besitos *
Não se deve descrever a sexualidade como um ímpeto rebelde, estranha por natureza e indócil por necessidade a um poder que, por sua vez, esgota-se na tentativa de sujeitá-la e muitas vezes fracassa em dominá-la inteiramente. Ela aparece mais como um ponto de passagem particularmente denso pelas relações de poder: entre homens e mulheres, entre jovens e velhos, entre pais e filhos, entre educadores e alunos, entre padres e leigos, entre administração e população. Nas relações de poder, a sexualidade não é o elemento mais rígido, mas um dos dotados de maior instrumentalidade, utilizável no maior número de manobras e podendo servir de ponto de apoio, de articulação às mais variadas estratégias.
A sexualidade é o nome que se pode dar a um dispositivo histórico: não à realidade subterrânea que se apreende com dificuldade, mas à grande rede da superfície em que a estimulação dos corpos, a intensificação dos prazeres, a incitação ao discurso, a formação dos conhecimentos, o reforço dos controles e das resistências, encadeiam-se uns aos outros, segundo algumas grandes estratégias de saber e poder.
Pois a relação consigo não permanecerá como zona reservada e guardada do homem livre, independente de todo ‘sistema institucional e social’. A relação consigo entrará nas relações de poder, nas relações de saber.(...) O indivíduo interior acha-se codificado num saber ‘moral’ e, acima de tudo, torna-se o que está em jogo no poder – é diagramatizado.(...) a subjetivação do homem livre se transforma em sujeição: por um lado é ‘submissão ao outro pelo controle e pela dependência’, com todos os procedimentos de individualização e de modulação que o poder instaura, atingindo a vida quotidiana e a interioridade daqueles que ele chamará seus sujeitos: por outro lado, é ‘o apego (de cada um) à sua própria identidade mediante consciência e o conhecimento de si’, com todas as técnicas da ciências morais e das ciências do homem que vão formar um saber do sujeito. Simultaneamente, a sexualidade se organiza em torno de focos de poder, dá lugar a uma scientia sexualis e se integra numa instância de "poder-saber", o Sexo.
Michel Foucault
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