Por um fim-de-semana, S. João da Madeira voltou a ser a capital da chapelaria, com o “Hat Weekend”, um programa dedicado aos chapéus. Este festival de animação levou diversas iniciativas a diferentes espaços da cidade, girando sempre em torno desta que é uma das particularidades do município, o chapéu e a sua indústria. Festival de gastronomia, desfile de bandas e fanfarras e barriquinhas foram algumas das propostas que levaram muitos visitantes ao centro da cidade, nos dias 27, 28 e 29 de Junho. A organização faz um balanço bastante positivo da iniciativa.
Organizado pela Associação “S. João da Madeira.com”, com o apoio da Câmara Municipal, através do Museu da Chapelaria, o “Hat Weekend”, que envolveu outras forças vivas da cidade, desde o seu tecido comercial, passando pelas associações e instituições, tinha como objectivo destacar um dos aspectos relevantes da história do concelho, reportando à importância que a indústria da chapelaria já representou, criando condições para a promoção de um ambiente de dinamismo e de valorização dos saberes e valências locais.
Embora o evento se tenha alargado a diferentes locais da cidade, o centro nevrálgico foi a Praça Luís Ribeiro, onde estavam instaladas as “barraquinhas” do chapéu, com espaços de venda, onde estiveram chapelarias e artesãos do feltro. Os restaurantes também não foram esquecidos neste programa, com os estabelecimentos aderentes a participarem no Festival de Gastronomia dedicado ao coelho.
A primeira noite teve a animação a cargo de diferentes tunas, que percorreram algumas das artérias, e do espectáculo “Apagão”, ambos na Praça Luís Ribeiro. No entanto, a animação prolongou-se pela noite dentro, com as tunas e o público em interacção.
No sábado, além de espectáculos de rua, workshops, oficinas e teatro, a tarde foi marcada pelo desfile de Bandas de Música e Fanfarras com Chapéu, as quais percorreram o percurso entre o Museu da Chapelaria e a Praça Luís Ribeiro. Participaram a Fanfarra dos Bombeiros Voluntários de S. João da Madeira, a Leila Doura – gaita-de-foles, a Banda da Arrifana, a Fanfarra de Ovar, e as bandas Gaitas de CEA (Espanha), de Música de S. João da Madeira e de S. Bernardo. A animação, mais uma vez, prolongou- -se pela noite, com mais actuações musicais e teatrais.
No último dia de festival, voltaram as capas negras e batidas das tunas a animar a zona mais central da cidade, assim como espectáculos teatrais, entre outras actividades. Ao longo de todo o fim-de-semana, decorreram diversos workshops para crianças e adultos.
A organização do evento, pelas vozes de Aurora Santos e Conceição Leite, faz um balanço muito positivo deste fim-de-semana: “Não podia ter sido melhor”.
Quando questionadas sobre uma estimativa de público, dizem ser impossível aferir, uma vez que a animação se estendeu a diferentes pontos da cidade.
Aurora Santos destaca mesmo que, ao longo dos três dias, “não houve um único desacato”.
Todo o programa estipulado foi cumprido, tendo a cidade estado “em festa”.
“Nunca se viu tanta gente a usar chapéu”, dizem, sublinhando que, ao longo do evento, foram vendidas centenas de chapéus, criados especialmente para esta ocasião, assinalando a grande festa do Chapéu em Portugal.
Frisando que “o chapéu é um dos grandes ícones de S. João da Madeira” e “uma marca diferenciadora da nossa cidade, com uma carga e um significado históricos que não encontram paralelo noutros pontos do País”, o vereador da Câmara Municipal de S. João da Madeira, Paulo Cavaleiro, salientou que este adereço “é também um elemento aglutinador dos sanjoanenses, como se verificou ao longo deste fim-de-semana, com muita gente a ser atraída pelas actividades realizadas”. Na sua opinião, o “Hat Weekend” foi um programa “marcado por uma assinalável diversidade, tendo como tema comum o chapéu”, constituindo “uma excelente oportunidade para os chapéus voltarem a ser vistos em grande número nas ruas de S. João da Madeira”, sendo possível, paralelamente “deixar bem visível o potencial do chapéu enquanto objecto de moda”.
Paulo Cavaleiro faz questão de salientar ainda “o bom trabalho desenvolvido pela Associação Comercial do concelho, numa boa parceria com a Câmara Municipal, que envolveu neste processo um dos seus equipamentos culturais de referência: o Museu da Chapelaria”.
“Pelo que tive a oportunidade de ver e pela opiniões que me foram chegando, as pessoas gostaram muito do “Hat Weekend”. Em muitos casos fizeram mesmo questão de sair de casa de chapéu na cabeça”, diz, em jeito de balanço, concluindo: “Foi um fim-de-semana cheio de actividades, com uma adesão que superou as expectativas. Estão de parabéns todos os envolvidos”.
kitx*