ABISMO DE ROSAS Ao amor em vão fugir procurei, pois tu breve me fizeste ouvir tua voz mentirosa, deliciosa... E, hoje, é meu ideal um abismo de rosas onde, a sonhar, eu devo, enfim, sofrer e amar! Mas, hoje, que importa se tu'alma é fria? Meu coração se conforta na tua própria ironia! Se há no meu rosto Um rir de ventura, que importa o mudo desgosto de minha dor, assim, sem fim? Se minha esperança o que não se alcança sonhou buscar, deve calar hoje o meu sofrer e jamais dele te dizer.
O amor que é puro suporta obscuro, quase a sorrir, a dor de ver a mais linda ilusão morrer. Humilde, bem vês que vou a teus pés levar meu coração, que jurou sempre ser amigo e dedicado. Tenha embora que viver neste sonho enganado, jamais direi que assim vivi porque te amei!
Não me venha falar de Razão... Não me cobre Lógica... Não me peça Coerência... Eu sou pura Emoção!... Tenho razões e motivações próprias... Sou movido por Paixão... Essa é a minha religião... A minha ciência... Não meça meus sentimentos... Nem tente compará-los a nada... Deles sei eu... Eu e meus fantasmas... Eu e meus medos... Eu e minha alma... Suas incertezas me ferem... Mas não me matam!... Suas dúvidas me açoitam... Mas não deixam cicatrizes... Não me fale sobre as nuvens... Eu sou o Sol e a Lua... Não conte as poças... Eu sou o mar... Profundo... Passional... Intenso... Não exija prazos ou datas... Eu sou Eterno... Não imponha condições... Eu sou absolutamente incondicional... Não espere explicações... Não as tenho... Apenas "aconteço"... Sem hora... Local... Ou ordem... Vivo em cada molécula... Você não pode me ver... Mas pode me sentir... Estou tanto na sua solidão... Quanto no seu sorriso... Vive-se por mim... Morre-se por mim... Sobrevive-se sem mim... Eu sou o começo... E sou o fim... (E todo o meio)... Sou o seu Objetivo... A sua Razão que a própria razão ignora e desconhece... Tenho milhões de definições... Todas certas... Todas imperfeitas... Todas lógicas... Apenas em motivações pessoais... Todas corretas... Todas erradas... Sou Tudo... Sem mim o Tudo é "nada"... Sou amanhecer... Sou Fênix... Renasço das cinzas... Sei quando tenho que morrer... E sei que sempre irei renascer... Mudo os protagonistas... Mas nunca a história... Mudo de cenário... Mas nunca o roteiro... Sou o tempo... Sem medidas... Sem marcações... Sou o clima... Proporcional a minha fase... Sou o vento... Arrasto... Balanço... Carrego... Sou o furacão... Destruo... Devasso... Arraso... Mas também sou o tijolo... Eu construo e recomeço... Sou cada estação... No seu apogeu e glória... Sou o seu problema e a sua solução... Sou o seu veneno e o seu antídoto... Sou a sua memória e o seu esquecimento... Sou o seu reino... O seu altar... E o seu trono... Sou a sua prisão... Sou o seu abandono... Sou a sua liberdade... A sua luz... A sua escuridão... O seu desejo de ambas... Poderia continuar me descrevendo... Mas já lhe dei uma idéia do que sou... Muito prazer... Tenho vários nomes... Mas... Aqui na sua terra... Chamam-me de... AMOR!
Amo os campos verdejantes mesclados com as cores das mil e uma flores que a natureza semeou. Amo o capim molhado que a noite enserenou. Amo o rio de águas cantantes. Amo a cascata murmurante, véu de espuma que de cima despencou. Amo o mistério das matas com os matizes do verde que Deus lhe ofertou. Amo o ruído do vento que, balança os verdes ramos, num aceno de despedida a algo que além ficou. Amo a chuva que despenca pra banhar a natureza, retirar as impurezas que a poluição deixou. Amo o brilho do sol, Amo as estrelas e a lua, Amo o azul do céu, Amo o verde do mar, Amo as claras manhãs, Amo as tardes ensolaradas. Amo os ruídos da noite e o silêncio das madrugadas. Amo o mundo, amo a vida porque viver é sonhar. Amo tudo que da vida recebi. Amo até mesmo a saudade, que traz de volta à memória um tempo que já vivi. (Autoria:: Vyrena)
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