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Quando se ama, ama-se. Não há espaço para gostar ou não gostar. Há só o amar. E tudo o resto vem aí. Não há espaço para as medidas no amor. Amar é amar. Não se ama muito ou pouco. Ama-se. Na totalidade. E quando não é assim, é só gostar. Gostamos da pessoa, da companhia. Sem querer, servimos-nos dela, para amar partes de nós, que nós próprios ainda não conseguimos amar. Por isso há as pessoas que precisam que gostem delas. Há as pessoas que se têm de sentir uteis, desejadas, para serem amadas. E sem querer, são dependentes da dependência que criaram na outra pessoa – seja física, sexual, sentimental, emocional ou simplesmente relacional. .. Sem querer, é um jogo..Uma relação. E uma relação é sempre o terceiro elemento entre duas pessoas. O elemento abstracto, que de repente se torna poderoso,em prol da relação, tens de fazer concessões; em prol da relação, há hábitos que têm de ficar para trás em prol da relação .tens de deixar de estar tanto tempo com os amigos em prol da relação .tens de deixar de ser simpático para outros rapazes em prol da relação .temos de estar mais tempo juntos, em prol da relação .tens de deixar de ser tu Passas a ser um elemento da relação. E quando deixas de ser tu e eu deixo de ser eu, a relação mata-nos. Se as pessoas simplesmente se relacionassem, se estabelecessem laços de dentro de si, inteiras, despertas, consciente e prontas; jamais entrariam numa relação. Relacionar-se-iam todos os dias. Intensamente. Todos os momentos seriam mágicos, poderosos e unicos.
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Coincidencia sera?