A dor que não passa,
Que atormenta o meu corpo;
Tudo parece desgraça;
Tudo parece morto.
Em todas as posições
De estado ou de alma,
Esta dor de aflições
Desequilibra a minha calma.
Calma que aguento
Num pesado caminhar;
Não sei por quanto tempo
A irei aguentar.
Tudo parece perturbador
Num pensar de longo medo,
Tudo se esconde no pensar;
Liberta-se num silêncio, segredo.
Na escuridão do saber,
Alguém sabe de tudo
E embora possa dizer,
Insiste em ser mudo.
As palavras que não são ditas
Ficam cravadas em papel,
Em arquivos e listas
Que não são fios de mel.
Mel, podem conter algum.
Mas esse doce prazer,
Que alimenta o meu ser
Continua num ansioso jejum.