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Em terra onde predomina o cheiro a sargaço e areia molhada, onde o azul do céu se confunde com o mais escuro azul do mar. onde ao longe, barcos recolhem redes e mulheres de saia preta e cabelo semi-apanhado esperam os seus homens na costa, predomina o som do silêncio das ondas, contraste da alta, entoante e pontual voz da peixeira de rua. Povoação de tradições e de modas, onde parvos como eu passeiam e pavoneiam-se, tentando competir com a beleza da cidade, cheia de arcaísmos estécticos misturados a colher de pau com as contemporaneaníssimas estátuas ambulantes e com uma casa onde muitos, por diversão ou vicio, abondonam ou perdem fortunas e onde, ocasionalmente, um as consegue levar. Á linha recta de costa contrasta o circulo da estrela e a irregularidade dos grãos de areia, e á perene calçada de blocos branco-sujo e preto-pálido, afiguram-se, em tempos de Verão, uma massa de estrageirismos, vagueando em dois sentidos cruzando rostos. Fico-mee por aqui, sentado na esplanada em forma de guarda-sol, apreciando o dinâmica da Póvoa num dia normal e regular de Verão.
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Tou com obras ca em casa -_-