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E sempre que tentava perceber, era tempo perdido a pensar na perda.
Refugiava-me nas questões e escondia-me das respostas.
Como se procura algo que nos faz esconder?
Opostamente contrapomo-nos mas o ser humano não é gerido por certezas certas, não é gerido pela dedução, e algo que nem sempre se prevê.
Porque no amor ninguém vê com os mesmos olhos e poucos observam a clareza da escuridão pinceladamente negra.
Só o interior vê a distinção do negro para o preto.
Como?
Pois é algo inexplicável visto preto e negro ser tudo igual.
Encontramos algo que não nos pertence, algo que apareceu ali mesmo depois de estarmos fechados a 7 cadeados após 8 cofres bem enterrados, algo que não conhecemos mas que a tua presença traz conforto e bem estar.
E estamos ali sentados no meio do nada esvaziado mas com um algo que se senta a nossa frente e que tem uma mão estendida, e um olhar.
Agarra-me a mão e estabiliza a diferença térmica da minha solidão fria com a tua companhia enternecedora.
Há uma ilusão que nos apoia na nossa estadia iludida dizendo que esse conforto dura e dura, esse conforto perdura até deixar de existir a falta confortável de desconforto mas ha uma realidade que confronta a ilusão, quebra as barreiras, porque a vida não é para ser passada mas sim vivida, com esforço e luta para o encontro no nosso caminho perdido.
Naquelas escolhas lógicas.
Uma vez optado o caminho da perdição o real faz-nos voltar ao ponto de partida e escolher o certo, que é o que sobra no meio de certos e errados.
Se não fosse a pura arte de escrever com o objectivo de aperfeiçoar o pensamento, não seria então escrever um puro desalento?
Escrever por escrever.
Como daquelas coisas que se dizem para ouvir.
Falta a muitos de nós o acto maravilhovoso de se falar para se escutar.
Se não fosse a pura arte de escrever, mal perceberias o que já e díficil de compreender, e brincar é o que mais faço, porque as palavras não servem para ser atiradas como uma peça no meio duma 'batalha'.
As palavras não têm apenas o objectivo de 'ganhar' ou 'perder'.. mas sim de nos aperfeiçoarmos durante a subida e aprendermos os erros durante a descida desta que tanto gostamos de chamar vida, que no fundo inspiramos e expiramos, forçamos o nosso folgo, mas ganhamos algo.
Temos algo para dizer que pouco foi valorizado, porque cada respirar levou a cada experiência, diferentemente únicas, diferentemente nossas.
Ás vezes as pessoas não se conseguem exprimir por umas simples palavras e caem no desalento e na perdição de dor.
Uns viram as páginas e deixam por escrever palavras que não sabem se eram de amor ou tristeza com medo de o saber...muitas vezes tenta-mos virar também essa página com esse mesmo medo.
Steven Silva .
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beijinho* ^^