Tinha como definição de felicidade fazer asneiras, jogar futebol, dar nas vistas, mas mudei…mudei de escola e quase “morri”, mas como dizia Camões, “Mudam-se os Tempos, Mudam-se as vontades”. Hesitei, tive a certeza, mas nunca me fiquei pelo meio disso…seria muito mau.
Na minha opinião, existe algo pior que a certeza e a incerteza, e é o seu meio-termo, o quase… É ele que me aflige, que me escurece, que me “mata”, pois traz aquela decepção do “Tão perto mas tão longe” Quem quase ganhou continua a jogar, quem quase entrou na universidade ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou ficou-se pelo quase…
Basta ver as oportunidades que passam a frente, as oportunidades que se perdem por medo, inveja, orgulho talvez, mas perdem-se… temos de melhorar isso, porque sei, que se cada um fizer como eu, teremos um mundo melhor!
Pergunto-me, o que nos leva a escolher uma vida comum; não me pergunto, lamento. A resposta sei de cor, está evidente na distância entre pessoas, dos falsos abraços, no comum "Bom dia". Sobra covardia e falta coragem até p’ra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem Motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são.
Acordamos de manhã, vemos leitinho na mesa e torradas a serem preparadas… Por mero acaso, uma primeira página de jornal, é se nos imposta no ângulo de visão... Mais um ataque terrorista! Por momentos, sentimo-nos revoltados (Oh! Revolta! Qual oxigénio de um mundo que deixou à muito de respirar e vive, desde então, sufocado!), determinados a ajudar; depois, sentimo-nos impotentes e, por fim, optamos por nos mentalizar de que há, realmente, gente que é um “Inferno”… Serão eles! Não me parece…. Serão só eles? Não! Somos todos nós! Somos sempre detestados por alguém, o inferno de uma pessoa, pois quem não tem inimigos não tem personalidade…
“No meio está a virtude” Será? E os dias de Verão para a alegria? E os dias de Inverno para a tristeza? Vamos ter um ano de orvalho? E então e as cores? E o Verde da Esperança, o Amarelo da Amizade, o Branco da Paz, o Vermelho do Amor? Vamos transforma-los numa cor negra de obscuridão? Um negro carregado de ódio, falsidade, consumismo? Em certa parte vemos isso no dia a dia, na sociedade de merda em que vivemos. Todos sentem da boca para fora, mas sentir por dentro, são raros os casos…
“A fé move montanhas” E se nos ficarmos pela fé? E se não passarmos á acção? Ficamo-nos pelo quase…Podemos errar, mas segundo Jean Cocteau, “Não sabendo que era impossível, foi lá e fez”. Ah! E quem nunca errou que faça o favor de me atirar a primeira pedra! Para quem erra, há segundas oportunidades, para quem ama o impossível, tempo, para quem falha, um sorriso. Falo por experiência própria pois desde Setembro que os meus valores mudaram graças aos que me amam. Aprendi a distinguir amor verdadeiro de paixão passageira, Amo uma, duas, três vezes se for preciso! Até A encontrar! Mas quiçá já a tenha encontrado! Sinto-me abatido quando alguém sai momentaneamente da minha vida.
Mas não deixo que ela me sufoque (ou pelo menos, tento!), que a rotina seja infinita, que o medo me impeça de tentar, que a desilusão me abata. Não ganho sempre, até pelo contrário, mas para saber triunfar na vida é preciso saber perder, mas esforço-me por ser uma pessoa melhor, por fazer o Meu Mundo melhor, por fazer os que me amam felizes.
Sou viciado em estatística, sinto-me á vontade com números á minha volta, são um papel importante na minha vida, passo dias e dias a olhar para eles. Será mau? Talvez…mas sou feliz olhando para eles…
Sou impulsivo, passo mais tempo a fazer do que a pensar, mais tempo a amar que a sonhar, mais tempo feliz que a fazer felicidade, mais tempo a viver que a pensar na morte, apesar de quem (quase!) morre estar vivo e quem (quase...) vive estar morto.
“Sou livre” Que estupidez! Eu pensava que era livre, mas graças á filosofia percebi que todos estamos presos na nossa “liberdade”, “Eu quero ser livre?” não, obrigado! “Se eu fosse livre…” a vida seria pior…
Tenho defeitos, vivo com eles e tento muda-los, mas ninguém é perfeito para todos, não se pode agradar a Gregos e a Troianos. Revejo-me no Teu Olhar, sim, sou eu que me faço, mas és Tu quem me influencias, quem me faz olhar o dia como o Novo, o Belo… Faço-me em função do Teu ser.
Tento melhorar o Meu Mundo, mas o Mundo, o Mundo não consigo...! Tento, mas o Mundo não muda, não deixam de morrer inocentes, de sofrer crianças, de passar fome os pobres, de ser infelizes os pobres de Espírito! No Mundo não sou de extrema significância, mas para o melhorar tento dar o meu melhor…Existe felicidade e eu considero-me feliz no meio da infelicidade. Felicidade com percalços talvez, mas é a minha noção de felicidade.