A fim de conquistar-nos para os objetivos supremos da perfeição, é imperioso nos reconheçamos na estrada do aprimoramento.
Por semelhante motivo, é natural:
Que o pensamento, vezes e vezes, se nos amargure, ante os desenganos e desapontamentos do mundo;
Que as emoções se nos desequilibrem, compelindo-nos a grandes obstáculos de conciliação;
Que a tentação nos visite, a ponto de acenar-nos com as perspectivas de queda em sofrimentos de longo curso;
Que a incompreensão alheia nos agite, impelindo-nos a desajustes e frustrações;
Que os conflitos psicológicos se nos acirrem no íntimo, retardando-nos as melhores realizações;
Que nos admitamos em erro que só a experiência e o tempo nos auxiliarão a corrigir;
Que inúmeras dificuldades nos dificultem os passos para frente...
Mas, diante do socorro que diariamente recebemos, não é natural que desistamos de trabalhar na seara do bem, porque, por piores sejam as circunstâncias, poderemos ouvir a voz da esperança, afirmando-nos que Deus nunca exigiu nos aperfeiçoássemos de um dia para outro, e que, por isso mesmo, Jesus, o Divino Companheiro, nunca nos abandona em caminho.
Arrependa-se, volte atrás, peça perdão! Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente. Se estiver tudo certo, continue. Se sentir saudades, mate-a. Se perder um amor, não se perca! Se o achar, segure-o!"