Aqui do alto de uma montanha
sento-me para a contemplar,
a paisagem envolta,
as casas que parecem umas formigas,
pequeninas e majestosas
juntas como se fossem amigas,
que me transportam o seu silencio,
as suas histórias grandiosas,
de antiguidades e de novidades
com que vivem todos os dias
com todas as idades,
mesmo com todas aquelas pessoas frias,
É escrita nas suas paredes
histórias e mais histórias
vidas e mais vidas
que envelhecem as casas
de tantas vidas
de tantas esperanças
aí contadas
aí acabadas.
Olho o mar
daqui sentado nas rochas
com o vento a me rasgar,
que até me sinto a voar
com uma roda de pensamentos,
como um romance
que estou agora a sonhar
com paciência e esperança
de alguém me amar,
como pensamentos de infância
que tive e que certamente
me vou continuar a lembrar.
Na minha mente,
apenas me vou concentrar
nos bons e lindos momentos
porque me lembrar
dos péssimos momentos
não é mais que um desesperar.
Pois desta vida não quero fazer um drama,
nem apenas sonhar,
quero também viver
e fazer crescer
a enorme rama
da árvore da felicidade.