Digo olá ao tempo, e a única coisa que parece querer ouvir-me é a saudade. Sempre tão escondida e ao mesmo tempo tão revelada, tão insofrida como logo de repente nos vemos a sofrer dela, aquela que sufoca, mas que também torna as coisas mais claras, mais transparentes, mais nítidas. A saudade que leva as dúvidas, encobre os medos, traz as mágoas, o sofrimento, e talvez o arrependimento também. É a saudade, aquela menina que de pequena se fez crescida, que se escondida se faz aparecer mesmo diante de nós. Aquela menina de quem quase toda a gente já ouviu falar e já sentiu, melhor ou pior, mais ou menos do quanto representa uma verdade irreversível. É o que resta do tempo que passa e não volta, dos momentos que foram e que não se tornam a repetir. É a menina, que parada no tempo irradia a falta de inocência que por norma se diz ter.
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