Eu só queria aquelas manhãs de novo onde sentados ao sol naquele pátio de acesso sobre o bar e o fim dos três corredores dominava-se sabedoria urbana. Tragam-me aquelas amizades que só hoje as reconheco, venham de onde vierem, com ou sem pulseiras, com ou sem registos, cicatrizes e objectos de cultura própria. Eu não era ninguém ali mas foi para estar ali que me treinei.
Onde ficaram essas pessoas? Quem apanhou aquelas conversas?
E ela naquela noite simpatica perguntou: - Se quiseres sair de ti o que é que fazes? Se te quiseres sentir alterado como é que fazes? Ficas ai feito parvo a olhar para a lua?
Normalmente preciso de sentir perigo.
Já lá vai o tempo em que fazer algo muito arriscado metia o meu coração aos coices. Conseguia calcular uma linha onde acabava o perigo e começava a morte e era perto dessa linha que tudo se alterava cá dentro, era perto dessa linha que eu queria viver para sempre para me sentir vivo. Agora simplesmente essa linha continua a existir mas como uma paixão, um amor. Preciso dela para viver mas já não me faz sair de mim próprio talvez porque...
ng me chateia mm, é a vida :P
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